FISIOTERAPIA UROGINECOLOGICA

Massagem Modeladora

Tratamento e prevenção de Prolapsos Genitais (descida dos órgãos pélvicos – útero, bexiga, reto, intestino. “Sensação de peso vaginal”, “bola na vagina”);

Acompanhamento pós cirúrgico de perineoplastia e levantamento de bexiga:
O tratamento fisioterapêutico visa o controle muscular e normalização fisiológica, englobando diversos recursos, tais como exercícios proprioceptivos, terapia manual, cones vaginais, modernos aparelhos de eletroestimulação, biofeedback, além da terapia comportamental, com exercícios e orientações domiciliares, como o diário miccional.

ATENÇÃO:
– Se você fica molhado (a);
– Há aumento das idas ao banheiro; perde urina ao sorrir, pular, tossir, espirrar, andar, carregar peso;
– Se você perde urina, gazes ou fezes durante o dia ou a noite (dormindo) sem perceber;
– Suas peças íntimas ficam sujas de fezes;
– Há diminuição do interesse sexual.
– Se você tem a sensação de folga vaginal.

Procure seu médico urologista / ginecologista / fisioterapeuta e converse sobre o melhor tratamento para o seu caso, pois VOCÊ PODE PRECISAR DE REABILITAÇÃO DO ASSOALHO PÉLVICO!

Por muitos anos a cirúrgia representou solução na incontinência urinária; mas, mesmo após a cirurgia aconteciam os escapes, ou seja a incontinência voltava. Por muitos casos de agravamento do prognóstico, se fez necessário a busca por novos tratamentos.

Atualmente, a Fisioterapia Uroginecologica vem sendo uma opção muito bem aceita visto que é um tratamento indolor e que tem por objetivo restabelecer as funções naturais do Assoalho pélvico através de técnicas como:

Técnicas de Tratamento Fisiterapico
Exercícios Pélvicos
Cones Vaginais
Eletromioestimulação Intravaginal
Biofeedback

E QUAL O PAPEL DA FISIOTERAPIA?
No tratamento de Reforço do Assoalho pélvico o Fisioterapeuta vai realizar uma avaliação ginecológica detalhada para graduar o força do músculo local e iniciar com os exercícios de Kegel, fisioterapia pélvica e também a prescrição dos cones vaginais que deverão ser utilizados durante os atendimentos e posteriormente em domicílio; conforme o paciente for evoluindo os cones serão substituidos de acordo com o peso necessário.

Os Exercícios Perineais – Por volta de1940, O ginecologista Dr. Arnnoldo Kegel pediu para que suas pacientes fizesse contrações com a vagina, contrações dos músculos do assoalho pélvico e as pacientes relataram uma melhora considerável. Diminuiu as idas ao banheiro e a noite diminuiu os escaps. Foi aí o início dos exercícios perineais (exercícios de Kegel).

Os exercícios o aumentam a capacidade de contração reflexa e voluntária dos grupos musculares, do assoalho pélvico melhorando a função esfincteriana. As contrações devem ser feitas conforme necessidade de cada pessoa, sendo orientada pelo profissional fisioterapeuta ou ginecologista, depois de uma avaliação de perguntas e respostas e de avaliação de toque para avaliar a presença ou não de contração dos músculos, tempo de contração e assim definir um plano de tratamento que pode ser: Preventivo ou de reabilitação dos músculos perineais, abdominais, quadris e glúteos.

Após a avaliação o profissional vai determinar tratamento adequado.
O tempo de tratamento pode variar de um mês a seis meses, vai depender da necessidade de cada paciente.

CONES VAGINAIS
São utilizados com a finalidade de aumentar a força e a resistência da musculatura perineal. O uso vai depender da capacidade muscular de cada paciente, que será determinado após a avaliação.

Quanto ao peso dos cones: eles variam de 20mg 32mg, 45mg,57mg, 70mg.

É importante usar o peso adequado, pois se não usar corretamente o tempo necessário, pode ocasionar fadiga muscular e isso não é nada bom. O profissional fisioterapeuta vai indicar o peso e tempo, e quantas vezes por dia, para que o resultado seja positivo.

A satisfação quanto ao uso: Os relatos das pacientes são mais de 80% positivo.
Com um cordão de nylon no ápice de cada cone; os pesos variam de 20 a 100 gramas. São utilizados com a finalidade de aumentar a força e a resistência da musculatura perineal através de uma seqüência de exercícios coordenados – subir e descer escadas e rampas, correr, pular e contrair o períneo na posição de cócoras.

Freitas [et al.] (2006) declara que o método é indicado apenas em casos leves e moderados de incontinência urinária, chegando a 80% de satisfação dos resultados obtidos. (2002) apud. Ramos [et al.] (2006).

BIOFEEDBACK – DE ACRODO COM ALVES (2006):
É um método de aprendizado e reeducação, no qual a paciente poderá visualizar ou ter percepção tátil de um acontecimento fisiológico inconsciente. Ela deve aprender a contrair a musculatura pubococcígena ao redor dos dedos do examinador durante o toque vaginal. A contração deve ser visualizada podendo-se utilizar transdutores de pressão ou eletrodos forneçam imagens, onde a paciente possa observar o que ocorre e comprovar seu progresso.

Um desses transdutores de pressão é O Perina um aparelho com um dispositivo vaginal com sensor de pressão ligado a um manômetro, capaz de medir a intensidade e duração da contração perineal.

Diante da afirmação anterior é possível compreender o biofeedback como uma técnica comportamental, na qual são utilizados instrumentos visuais ou auditivos para tomar consciente a função do detrusor e da uretra. As pacientes podem ser ensinadas a reconhecer e aumentar a força contráctil de grupos musculares anteriormente não percebidos. Esta técnica pode ser associada aos exercícios perineais para melhora dos resultados finais.

ELETROESTIMULAÇÃO:
Técnica empregada a partir de 1952, a qual visa promover o reforço da musculatura pélvica, o aumento do tônus da uretra e a vascularização da região; além da inibição reflexa das contrações vesicais eletricamente induzidas por meio de eletrodo vaginal ou anal – Perineômetro (Fall Lindstrom, 1991, 1994 apud. Ramos [et al.], 2006). É importante ressaltar que para os resultados serem obtidos é fundamental que existam fibras nervosas íntegras ou parcialmente viáveis.

Parâmetros elétricos para eletroestimulação:
– Freqüência: varia de acordo com os sintomas; de 50 a 100 Hz para aumentar o tônus do assoalho pélvico, enquanto que os reflexos inibitórios do detrusor são obtidos com freqüências em 5 e 20 Hz.
– Intensidade da corrente: 30 a 100 (máxima).
– Largura de pulso: 0,2 a 0,5 ms.
– Tempo: 20 a 30 minutos, uma a três vezes por semana, no período de mais ou menos quatro a 15 semanas.

Inicialmente a eletroestimulação era utilizada com baixa intensidade em longos períodos, sendo substituída por menores intensidades em espaços de tempo menores. Os resultados promissores na porcentagem de cura ou melhora parcial – incontinência leve (71%), moderada (33%) e grave (25%) – O uso clínico ainda é utilizado em pequena escala.

Além de todos os métodos descritos, existem medidas complementares que podem acelerar o procedimento de tratamento, segundo afirma Tarnay (2002) apud. Ramos [et al.] (2006).

Algumas medidas gerais podem ser recomendadas como auxiliares no tratamento dos diversos distúrbios que levam à IU. Deve-se corrigir a obesidade e tratar eventuais doenças predisponentes, como a bronquite crônica. Modificações dietéticas, como diminuição do consumo de cafeína e bebidas alcoólicas, devem ser estimuladas. Restrição hídrica adequada às necessidades de cada paciente, no caso de patologias crônicas, pode ajudar no controle urinário.

Embora não seja considerada uma patologia, e sim uma condição multifatorial que afeta mulheres em diferentes faixas etárias, a incontinência urinária pode afetar significativamente o bem-estar físico e emocional das pacientes; podendo vir a intervir na condição de relacionamento social das mesmas. Neste âmbito, cabe ao fisioterapeuta a intervenção direta e conservadora das técnicas de tratamento; além de informar da gravidade do problema, caso este venha a ser ignorado.

A IU de esforço é a forma mais comum de queixa urinária, seguida pela urge-incontinência, particularmente no período perimenopausal. Preconiza-se a coleta da história clínica e avaliação objetiva da musculatura perineal para a adequada prescrição do protocolo de tratamento, o qual consiste em sessões semanais de eletroestimulação endovaginal (ou anal) e exercícios perineais associados ao biofeedback. Através destes procedimentos espera-se uma diminuição significativa do número de micções nas 24hs e da urgência miccional, e o aumento considerável da força muscular pélvica.

Apesar do tratamento fisioterápico ainda ser pouco conhecido, hoje os médicos estão aderindo e recomendando a fisioterapia pélvica pois é um tratamento indolor e evita muitas cirurgias. Algumas mulheres ainda sentem pudor, vergonha, em relação aos profissionais, mas os resultados são satisfatórios e compreendem uma alternativa não-evasiva para as incontinentes relutantes a cirurgia devido a problemas pessoais e/ou clínicos. Contudo, é cabível ressaltar que os objetivos buscados com a terapêutica em questão, apenas tornam-se realizados mediante colaboração e disciplina da paciente.

FISIOTERAPIA PÉLVICA

Andar de Cócoras ou permanecer agachada por dois minutos, já traz um grande benefício para a saúde da mulher. O ideal é se agachar pelo menos cinco vezes ao dia.

1 – Em Pé com Joelhos Semi-Flexionados, Movimento de bascula > movimenta a pélvis para cima e para baixo por 15 vezes.

2 – Em Pé com Joelhos Semi-Flexionados, colocar uma esfera de borracha ou almofada entre os joelhos comprimir 15 ou 20 vezes.

3 – Na Mesma Posição, apoie-se num bastão ou cabo de vassoura e movimente a pélvis fazendo círculos, 20 vezes para a Direita e 20 vezes para a Esquerda.

4 – Deitada de Barriga para Cima, estenda os braços paralelos ao corpo e apoie os pés em uma bola ou cadeira. Eleve a pélvis 20 vezes pause 20 segundos e repita 03 vezes de 20 elevações.

5 – Deitada de Barriga para Baixo, com os braços sob a cabeça; eleve a pélvis contraindo os esfíncteres 10 vezes.

6 – Deitada de Lado com uma perna estendida e apoiada no solo e a outra perna afastada com o joelho semi-felxionado, com as coxas paralelas e retas com o corpo, movimenta a pélvis para frente 10 vezes e repete após 20 segundos por 03 vezes.

OBS: Esses exercícios vão melhorar tônus muscular do assoalho pélvico e esfíncteres, evitar queda de órgãos, reduzir perdas de urina, melhorar o prazer sexual… em poucas semanas.

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